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quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Que Tem Pra Hoje no Comedy Central


Eu sei que este blog está meio largado ultimamente. Há um motivo pra isso. Pode não ser um bom motivo, mas é um motivo.

Enfim, ao menos agora volto com uma boa notícia. O canal humorístico O Que Tem Pra Hoje, do qual sou um dos roteiristas e meu sócio na Toró Na Cuca, Jean Di Barros, é roteirista-chefe, não está mais restrito à internet.

Desde segunda-feira, quinze de suas esquetes (dentre elas o Jornal do Politicamente Correto, de minha autoria, que você pode assistir no vídeo que abre esse anúncio) já estão sendo exibidas no canal a cabo Comedy Central (na Sky é o canal 85), e ainda por cima em horário nobre! Entre 18h e meia-noite, entre os programas da grade. Quem tiver o canal, fique sintonizado nesse horário. Eu já estou.

E para completar, saiu uma matéria no jornal Metrô News de 23/04 falando justamente sobre isso. Você pode ler a matéria aí embaixo, na página 23. E não esqueça, novas esquetes continuam sendo produzidas pelo canal OQTPH e vão ao ar às quartas-feiras. Prestigie.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Jornal do Politicamente Correto


Essa é a primeira esquete que escrevo para O Que Tem Pra Hoje a ser filmada e a ir ao ar. Uma anterior bateu na trave das dificuldades de produção, mas essa foi que foi.

Ela nasceu bem diferente do que está no site oficial, página do Facebook, seção de vídeos da Toró Na Cuca e logo aí embaixo. Gosto muito do Monty Python (até escrevi uma resenha sobre o Monty Python’s Flying Circus publicada no Delfos). Talvez por isso ela tenha começado tão ao estilo da “inquisição espanhola”.

Na reunião de roteiros, acabou sendo destrinchada pela equipe de escritores, foi perdendo partes pelo caminho. No fim das contas, o Paulo “Magal” Leierer, vulgo Magalhães, que é quem dá a palavra final nesse negócio, junto de Jean Di Barros, o Borges, gostou da ideia de manter a parte do jornal, que originalmente era mero pano de fundo, e transportá-la para o primeiro plano, transformando-a na essência do quadro.

Mexer e remexer nesse roteiro foi uma experiência interessante, que fazia algum tempo que eu não tinha. Ultimamente meus outros textos (romances, contos, episódios do Capangas Contratados, posts do blog, etc... A exceção neste caso são as matérias para o Delfos) eram escritos sem a necessidade imediata de agradar ninguém que não a mim mesmo num primeiro momento (agradar também aos outros era consequência). Quanto menos alguém com poder de veto. Ter que fazer algo “por encomenda”, seguindo orientações específicas, e tendo que agradar não a si mesmo, mas a outra (s) pessoa (s) primeiramente é um bom exercício contra a autoindulgência.

Faz bem ao escritor ter que rebolar um pouco, quebrar a cabeça e tentar imaginar o que – e como – agrada a alguém de gostos não necessariamente similares aos seus. Faz bem operar fora do domínio do egocentrismo e ver que ainda é capaz de produzir sob demanda. Se rolar umas risadas durante o processo, tanto melhor.

Sem mais delongas, dê o play aí embaixo e, espero, divirta-se.