sexta-feira, 9 de março de 2012

Protegendo o Inimigo


Filme de ação genérico, previsível e sem grandes atrativos. Parece um filme do Tony Scott (mas não é), com sua direção e montagem epiléticas, e isso não é nada bom.

No elenco, a presença de Denzel Washington, Ryan Reynolds, Vera Farmiga, Brendan Gleeson, Sam Shepard, Rubén Blades e Robert Patrick.

Clique aqui para ler minha resenha no Delfos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

John Carter: Entre Dois Mundos


Uma mistura de aventura, fantasia e ficção científica onde o veterano da Guerra Civil dos EUA John Carter vai parar no planeta Marte e acaba se tornando o herói do lugar ao usar seus novos superpoderes na guerra civil marciana.

Baseado na obra de Edgar Rice Burroughs, conta no elenco com Taylor Kitsch, Lynn Collins, Samantha Morton, Willem Dafoe, Thomas Haden Church, Mark Strong, Ciarán Hinds, Dominic West, James Purefoy, Daryl Sabara e Bryan Cranston.

Apesar da trama sem pé nem cabeça, o filme é bem divertido. Leia aqui minha resenha no Delfos.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Capangas Contratados – Episódio 14

Inaugurando a segunda metade da temporada, um singelo episódio sobre a filosofia da mortalidade autoinfligida e os diferentes métodos para se obtê-la.

terça-feira, 6 de março de 2012

Confira os ganhadores da promoção de fevereiro da Toró


A promoção de fevereiro da Toró Na Cuca se encerrou e agora foram divulgados, no site da editora, os nomes dos felizes ganhadores de cópias dos romances O Rabo do Cachorro – Uma Aventura Pop Cinco Estrelas e do meu Espaços Desabitados.

A todos aqueles que participaram enviando e-mails, muito obrigado. Aos vencedores, parabéns. E para aqueles que não ganharam, calma. Outras promoções virão.

Clique aqui para conferir os vencedores.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Bibliografia Chuck Palahniuk


Conforme prometido, apresento agora uma rápida geral sobre todos os livros de Chuck Palahniuk, um de meus autores favoritos. Prepare-se para entrar em universos estranhos, povoado por gente esquisita, situações bizarras, humor ácido e críticas pesadas e necessárias. Boa viagem.


Clube da Luta (Fight Club – 1996 / 2000 no Brasil)

O começo de tudo. O romance que virou um dos poucos filmes melhores que o livro. Mas não se engane, é um excelente livro. Sarcasmo cínico, humor negro, críticas pesadas à sociedade e personagens bizarros, toda a base da futura bibliografia de Palahniuk é delineada já nesse seu primeiro romance publicado (mas na realidade o terceiro escrito. O primeiro nunca foi publicado e o segundo é Monstros Invisíveis). Uma leitura empolgante, mas a forma como o narrador conhece Tyler e o final são mais bem resolvidos na versão cinematográfica. Um típico caso de “leia o livro, assista o filme”.

Nota: 9,5


Sobrevivente (Survivor – 1999 / 2003 no Brasil)

O último membro vivo de uma seita maluca sequestra um avião e planeja se matar. Como testamento, narra sua história para ficar registrada na caixa preta. Uma evolução natural de seu trabalho anterior, explorando melhor certos elementos, como ficar dando ao leitor pequenas dicas e curiosidades peculiares (neste caso, diversas dicas de limpeza doméstica pouco convencionais). Além disso, começa a experimentar com a forma da narrativa. No caso, o já referido relato oral para a caixa preta. Uma boa leitura.

Nota: 9


Monstros Invisíveis (Invisible Monsters – 1999 / 2009 no Brasil)

O segundo romance que escreveu, mas apenas o terceiro lançado, nota-se que está fora da ordem. Numa viagem maluca pelos EUA, uma ex-modelo deformada após levar um tiro na cara e sua amiga travesti embarcam numa jornada em busca de vingança. A galeria de personagens bizarros e as duras críticas à cultura das aparências são o que marcam este livro, além das reviravoltas no final.

Nota: 8


No Sufoco (Choke – 2001 / 2005 no Brasil)

Sujeito que dá trambiques em restaurantes fingindo engasgar com a comida pra ganhar dinheiro e pagar as contas médicas de sua mãe lunática é o protagonista desse livro. É o primeiro sinal de cansaço das principais características de Palahniuk. Está tudo aqui, o romance entretém, mas nem de longe como os anteriores. Faltou alguma coisa na mistura. Este também virou filme e também foi uma adaptação bastante fiel do material original.

Nota: 6


Cantiga de Ninar (Lullaby – 2002 / 2004 no Brasil)

Uma antiga cantiga de ninar de origem africana com fama de amaldiçoada pode ser a responsável por uma série de mortes misteriosas. Um grupo de personagens exóticos (como sempre) atravessa os EUA numa aventura na estrada para encontrar e destruir cada cópia do livro contendo a tal da cantiga. Mantém a média de qualidade dos trabalhos do escritor, mas acho que ele desperdiçou aqui um monte de boas ideias (como exemplo, cito a corretora de casas mal assombradas, que dá golpes nos clientes com ajuda dos fantasmas) que não veio a utilizar no desenvolvimento da história, preferindo-a levar em outra direção.

Nota: 7


Fugitives and Refugees (2003 / inédito no Brasil)

Seu primeiro livro de não-ficção, traça um perfil de sua cidade natal, Portland. O autor conta “causos” sobre a cidade e revela lugares e segredos não encontrados nos típicos guias de turismo. É o único de seus livros que não li, pelo tema não muito atraente a quem nunca chegou nem perto da cidade.

Nota: s/a


Diário (Diary – 2003 / 2007 no Brasil)

O mais esquisito dos livros do autor. Escrito de fato como um diário de autoria da protagonista, a esposa de um empreiteiro em coma, para ser lido por este, vai expondo os detalhes de sua vida e do marido numa pequena comunidade isolada. Contudo, a história é meio sem pé nem cabeça e o clímax de teor sobrenatural não ajuda em nada a melhorar essa sensação.

Nota: 6,5 


Mais Estranho Que a Ficção (Stranger Than Fiction – 2004 / 2011 no Brasil)

Seu segundo livro de não-ficção é uma coletânea de artigos e matérias que o autor escreveu sobre encomenda para diversas revistas sobre assuntos variados. Pessoas com profissões e hobbies pouco convencionais compõem a maioria do material. Mas há espaço para o autor falar um pouco sobre seu processo criativo, e até revelar sua pesada história de vida, muito mais inacreditável que qualquer das tramas que ele inventa. É neste livro, saindo de sua área de conforto, que ele mostra como domina a arte da escrita, deixando o leitor tão em sua mão quanto em qualquer um de seus romances. Excelente.

Nota: 10 


Assombro (Haunted – 2005 / 2007 no Brasil)

Mais uma das bizarrices do autor. Um grupo de figuras marginais responde um anúncio misterioso e partem para um retiro de escritores. Enquanto essa trama se desenrola, a narrativa é intercalada com contos e poesias escritos pelos membros do grupo. A história principal é até legal, tipicamente Palahniuk, mas os contos e poesias, assim como com qualquer compilação (ainda que falsa), são irregulares. Gerou polêmica quando de seu lançamento porque o conto que abre o livro é de uma nojeira extremamente aflitiva.

Nota: 6,5


Rant (2007 / inédito no Brasil)

A história do maior assassino serial que já andou pelo mundo (simplesmente por ele ser um agente transmissor da raiva) é contada em forma de relatos de amigos, parentes e outras pessoas que o conheceram. Uma espécie de ficção científica semi-pós-apocalíptica, a história é bastante interessante, principalmente o universo peculiar que os personagens habitam, e a forma documental como é contada torna-a bastante dinâmica. Depois de três romances não tão empolgantes, o autor começa a recuperar a velha forma.

Nota: 8,5


Snuff (2008 / 2010 no Brasil)

Uma decadente estrela pornô quer quebrar um daqueles recordes de transar com o maior número de pessoas num dia só. Três dos homens que estão na fila para ajudá-la nesse intuito são os narradores do livro. Decadência física e moral e a falsidade da beleza são demolidos com muito humor negro, nesse que pra mim é um de seus melhores trabalhos. Só as descrições dos exóticos filmes pornôs que passam no galpão onde os homens da fila estão para mantê-los a ponto de bala já valem a leitura.

Nota:10


Pygmy (2009 / inédito no Brasil)

Um agente de uma pequena república extremista vai aos EUA e se infiltra numa típica família suburbana, como um estudante de intercâmbio. Sua missão: estudar o inimigo e eventualmente provocar um atentado, insuflando o terror no coração da pátria demoníaca. Cada capítulo é escrito como um relatório a seus superiores, no mesmo inglês sofrível falado pelo protagonista. A ideia é muito boa, o tema é polêmico como o autor gosta, mas acho que rendia muito mais do que o resultado final. Ainda assim, vale a leitura.

Nota: 8


Tell-All (2010 / inédito no Brasil)

Uma envelhecida estrela de cinema das antigas passa seus dias de aposentada bem longe dos tempos de glória. As coisas melhoram quando ela encontra um galanteador homem muito mais jovem. No entanto, sua assistente/doméstica descobre que o sujeito só se aproximou dela porque está escrevendo a sua biografia sensacionalista. E o livro acabará com a sua morte. Mirando sua metralhadora giratória no mundo fútil das celebridades e das falsidades de Hollywood, a história é apenas mediana. Um livro que não empolga tanto quanto os anteriores.

Nota: 6


Damned (2011 / inédito no Brasil)

Seu romance mais recente é outro que entra, ao lado de Clube da Luta e Snuff, como um dos meus favoritos do autor. A filha pré-adolescente de uma estrela do cinema e de um bilionário morre e vai pro inferno. Lentamente vai descobrindo que o lugar, apesar da má reputação, pode ser até melhor que o mundo dos vivos. Palahniuk afiadíssimo, destilando sarcasmo contra a vida moderna, ricos que querem passar imagem de correção política e consciência social e, sobretudo, à geração saúde que pensa que pode tapear a morte cortando a carne vermelha. Pra completar, ainda abusa de referências a O Clube dos Cinco, e a descrição do inferno e seus habitantes é de um bom humor (negro) singular. Leitura recomendada.

Nota: 10

sexta-feira, 2 de março de 2012

O estranho mundo de Chuck Palahniuk


Chuck Palahniuk sempre será lembrado como o cara que escreveu Clube da Luta, o romance que deu origem ao filme cult de David Fincher com Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter. É ao mesmo tempo injusto – ficar preso eternamente a seu primeiro romance publicado – e, no entanto, faz todo sentido, afinal, foi o trabalho que apresentou todas as suas principais características, que seriam melhor ou pior desenvolvidas em seus trabalhos posteriores.

Palahniuk não é o tipo de escritor capaz de fazer um romance denso sobre a 2ª Guerra Mundial, saltar para uma comédia romântica leve e terminar num policial noir. Isso não é em si um defeito ou uma limitação. É uma característica. Ele é o tipo de artista que constrói seu universo particular e passa a desenvolver cada nuance dele em seus trabalhos seguintes. Cabe ao leitor desvendar seus códigos e entrar nele. É como um Stephen King se este não se limitasse ao terror e ao fantástico.

E seu mundo, em particular, é bastante esquisito. Bem parecido com o nosso, é verdade, se este estivesse sob o efeito de uma dose cavalar de energéticos e estimulantes. Palahniuk é um crítico da vida moderna, mas também gosta de antecipar algumas tendências. Como recurso para fazer isso acontecer, usa e abusa do exagero. Extrapola. O que torna algo tão urgente em seus trabalhos não é o choque que ele gosta de provocar e o faz tão bem. É a certeza de que situações x conforme mostradas por ele, no ritmo alucinante do mundo de hoje, podem estar a meros meses ou até menos de se concretizar.

Trata tudo em tom de farsa para dar uma certa leveza à leitura e aos assuntos muito sérios que aborda. Seja a falta de identidade do homem moderno, que se redescobre à base da porrada ou a homens decadentes que reavaliam seus erros passados enquanto esperam na fila para transar com uma atriz pornô, sempre há um misto do surreal com o assustadoramente real.

A decadência sempre está presente. O mundo que seus personagens habitam é cheio de doenças, empresas inescrupulosas, maus elementos, gente egoísta, azarada, acabada, à beira do precipício. Gente que ainda não pulou porque ou ainda espera encontrar algo melhor mais à frente ou porque não tem a presença de espírito de perceber que depois do fundo do poço só há lama.

Tempera tudo com extensas pesquisas. É um detalhista. Contribui para o dito exagero com repetições de termos e fórmulas do que quer que seja o tema da vez. Seja nas dicas de como fabricar bombas dadas por Tyler Durden ou nas bizarras (e reais) dicas de limpeza dadas pelo empregado doméstico protagonista de Sobrevivente. São os toques verídicos que complementam o teatro do absurdo de suas narrativas.

Seria depressivo se não fosse tão engraçado. Seu trabalho deve ser levado a sério, mas não tudo. Nunca ao pé da letra. Quem faz esse tipo de leitura deve pensar que o autor só se veste de preto e nunca sorri. Não é o caso. Tampouco ele é a personificação viva de Tyler Durden, não sai por aí explodindo prédios de empresas de cartões de crédito e questionando cada mínimo aspecto da vida moderna enquanto vai passear com o cachorro.

E olha que estaria mais que justificado se ele fosse assim de fato. Sua vida pessoal é cheia de histórias tão escabrosas quanto as que aparecem em sua ficção. Essa é sua válvula de escape. Suas neuras viram personagens, seus estresses se transformam em tramas e seu saco cheio com o mundo se traduz em romances bestsellers.

Quem ganha é o leitor, que solta o riso nervoso sabendo que não devia se divertir com coisa séria, mas o faz assim mesmo. Nada mal para um cara preso em seu mundinho particular.

Semana que vem, publicarei outra matéria, falando mais especificamente de cada um de seus livros. Fica o aviso.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Capangas na metade


Com o Episódio 13: Impasse Mexicano em Terras Brasilis publicado ontem, Capangas Contratados chegou oficialmente à metade da temporada. Boa hora para se fazer um balanço da Sitcom Literária nessa sua primeira metade.

Creio que a essa altura os personagens já estão devidamente apresentados e com suas personalidades bem desenvolvidas e delineadas. Souza, Tavares e o novato, cada um já tem sua cara na imaginação do leitor, assim espero. Para mim, três personagens era o ideal para essa série. Cada um deles deveria representar uma característica importante para o desenvolvimento da história.

O novato, por ser o calouro, representa o olhar de fora, é ele quem situa o leitor nos negócios escusos da máfia e em seus procedimentos pouco ortodoxos. Tavares é a voz da razão, o sujeito experiente que já viu de tudo, não se choca com nada (à exceção das aventuras sexuais de Souza) e é capaz de manter a calma em qualquer situação, ele é o cool. Souza, por sua vez, é um estereótipo que praticamente toda sitcom televisiva possui. É o doidão, o exagerado, o reflexo amplificado de certas características peculiares. Ele é o Kramer de Seinfeld, o Barney de How I Met Your Mother, o Todd de Scrubs... só que na máfia. É a violência, o sexo e o politicamente incorreto sob efeito de anfetaminas.

É o exagero extremo que abre as portas para piadas que, de outra maneira, seriam pesadas e de mau gosto. Mas com Souza no comando, elas se tornam tão absurdas, tão exageradas, tão irreais, que de certa forma as validam, por assim dizer.

Nessa série eu queria explorar limites, ou a falta deles. Esse trio de protagonistas me permite isso e creio que até aqui tenho conseguido. Queria juntar, como já disse em outro texto, algumas referências que não havia conseguido encaixar em outros trabalhos. Tarantino, filmes de máfia em geral, filmes de ação dos anos 80 e por aí vai. É muito divertido misturar tudo isso numa trama protagonizada por personagens sem qualquer receio moral.

No fim das contas, essa é uma das graças de escrever, criar pessoas díspares em situações completamente fictícias, sem um pingo de semelhança com o autor. Afinal, eu não saio por aí atirando e ameaçando pessoas, espero que você saiba disso.

Tentei fazer de cada episódio um pequeno conto, uma história independente, com começo, meio e fim. Claro, eventualmente apresentei alguns arcos maiores, que concluem no episódio seguinte. Tudo, justamente, como numa sitcom televisiva. Talvez tenha me prendido demais ao formato-modelo, mas creio ter funcionado. Acredito que o leitor possa começar a ler de qualquer episódio, e, mesmo fora de ordem, entender o que está acontecendo.

Isso aqui não é um romance, é para ser uma leitura rápida e divertida. É para tentar capturar também a geração da internet, sem muita paciência. Embora eu realmente não ache uma vantagem conquistar leitores que se orgulham de postar o famigerado TLDR (too long, didn’t read – longo demais, não li), não há como negar que ler no computador não é a mesma coisa que em papel. Não dá pra ser um material denso. Tem que ser leve, ágil e, sobretudo, entreter imediatamente. Se cansar os olhos, então eu falhei.

Como falhei em alguns momentos. Não me sinto particularmente orgulhoso de algumas histórias publicadas, mas como é uma primeira experiência no formato, não chego a me torturar tanto quanto faço normalmente com outros trabalhos. O que não quer dizer que não tenha me dedicado igualmente à criação de cada episódio como faria com qualquer outra coisa, apenas não choro tanto o leite derramado, só isso. O Episódio 6, por exemplo, não é o que considero a faca mais afiada do conjunto. Isso é o que acontece quando se força uma piada. No caso, criei toda a trama só para manter o título, uma referência ao Monty Python. Errado, admito. Mas ao menos aprendi com ele.

Talvez tenha demorado um pouco, afinal, trouxe os Classe Média de volta em outro episódio, mas ao menos este levou a um novo encontro com o Dr. Seixas, então ao menos neste caso algo de bom saiu daí.

Essa também é uma das vantagens do formato. Errou em alguma coisa? Tenta fazer melhor na semana que vem. Acha que acertou em alguma coisa? Tenta repetir ou superar no próximo. No fim, isso não passa de um grande jogo de tentativas, apostas que às vezes compensam, às vezes não. A graça está em tentar ganhar a bolada como um jogador compulsivo, de novo, de novo e de novo.

Enfim, para a segunda metade da temporada, espere mais piadas pesadas, mais loucuras e nonsense, mais ultraviolência. Mais de tudo que você leu até aqui. Incluindo novos erros e acertos. Mais deste segundo tipo, tomara. Espero que você continue a se divertir pelas próximas treze semanas restantes.

E em meu nome e dos Capangas, agradecemos a audiência.