quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ferrugem e Osso


Um bom drama francês com elementos de romance estrelado por Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts, totalmente centrado no desenvolvimento dos personagens.

Está longe de ser meu tipo de filme favorito, mas até que surpreendeu. Vale a assistida.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

César Deve Morrer


Representante da Itália no Oscar 2013 e vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2012, não é muito a minha praia, mas é uma película interessante, misturando teatro, ficção e documentário. Para quem quiser assistir algo diferente, vale a pena.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Superdeuses


Grant Morrison é um escritor de quadrinhos completamente bipolar. Ou ele escreve excelentes histórias, daquelas que entram em qualquer lista de HQs essenciais, ou baba colorido e faz uns negócios que só ele entende. Ainda assim, o cara tem uma visão própria da indústria de quadrinhos muito interessante.

Superdeuses trata dessa indústria, mais especificamente a de quadrinhos de super-heróis, na qual trabalha. De seu surgimento até os dias recentes, desfia suas opiniões e teorias sobre os mais variados assuntos relacionados. E suas análises se provam até bem mais interessantes que seus próprios roteiros de HQs, fazendo deste um livro mais que recomendado para todos que gostam do estilo, sem necessariamente precisar ser fã do Morrison roteirista.

Leia minha resenha no Delfos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Abaixo de Zero


Tinha acabado de ler O Psicopata Americano e constatado que o livro era ainda mais doentio que o filme. Logo, tinha altas expectativas quando peguei este que é o primeiro romance de Bret Easton Ellis para ler. Infelizmente, não rolou identificação alguma. Não é o tipo de situações ou personagens com os quais consigo me relacionar. Ao menos é um livro curto...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O Voo


Robert Zemeckis ficou mais de dez anos no limbo daquelas animações toscas com performance capture. Este é seu primeiro filme com atores de verdade desde Naúfrago, de 2000. Após tanto tempo longe, era de se esperar mais, e não apenas um draminha com cara de novela feito só para tentar ganhar uns Oscars. Após tanto tempo sem fazer um filme de verdade, ficou devendo.

No elenco estão Denzel Washington, Don Cheadle, Bruce Greenwood, John Goodman, James Badge Dale, Melissa Leo, Tamara Tunie e Nadine Velazquez.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Caça aos Gângsteres


Do mesmo diretor de Zumbilândia, chega esse filme de gângster estilizado e cheio de ação. Josh Brolin lidera um esquadrão da polícia para agir fora das regras e causar dor de cabeça ao mafioso interpretado por Sean Penn na Los Angeles do final da década de 40.

Ótimo elenco, excelente direção e muita ação, fazem deste filme diversão garantida. Me surpreendi com um longa tão bom.

No elenco, além de Brolin e Penn estão Ryan Gosling, Emma Stone, Nick Nolte, Robert Patrick, Anthony Mackie, Michael Peña e Giovanni Ribisi.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A cerca


Perto da casa do meu pai no interior há um terreno baldio. Ele sempre esteve lá, desde que eu me lembro. Tem o tamanho exato de uma casa, mas por algum motivo que nunca soube, ou já esqueci, nunca ergueram nada ali.

Os moradores da rua improvisaram um banco de praça na frente e a criançada do bairro jogava bola ali. Fizeram uma trave com pedaços de pau que davam sopa lá dentro e a outra era aquela tradicional composta por chinelos e tênis de quem estivesse presente.

Até eu, que nunca fui de praticar qualquer esporte por livre e espontânea vontade, joguei ali em algumas ocasiões na minha infância e pré-adolescência. Marquei meus gols, catei no gol e sujei as bermudas e ralei os joelhos na terra batida do terreno. Sempre tinha molecada ali, fazendo barulho, enchendo a vizinhança de vida. Pra mim, isso definia a diferença entre cidades grandes e as do interior.

Fiquei uns quatro anos sem ir à casa do meu pai. Voltei lá nesse Natal. A primeira coisa que me chamou a atenção, assim que saltei do carro e meu olhar se dirigiu para o outro lado da rua, foi a cerca fechando o terreno. De outro modo continuava igualzinho, o mato baixo, o banco improvisado na frente. Mas a cerca de metal nova negando acesso era o corpo estranho ali.

De repente o bairro entristeceu. Nenhum pio durante o dia todo. De repente até o banco, ponto de encontro dos velhos, esvaziou num silêncio abismal, quebrado pelo eventual carro passando na rua que cruza. De repente aquilo não tinha mais cara de interior, onde ainda era possível jogar bola num terreno baldio. De repente parecia qualquer cidade grande, com seus espaços protegidos, entrada estritamente restrita, fique fora.

Subitamente o bairro se tornou muito mais antipático do que me lembrava. O mundo está cercado, deus me livre a molecada se divertir num dos poucos espaços verdes que existem dentro de um perímetro urbano. “Essa molecada de hoje é tudo nóia, vai é fumar maconha e crack”. Mas será que não sobrou ninguém a fim de bater uma bola?

Me senti escorraçado, indesejado. De repente não era mais bem-vindo ali. Cercas novas surgem a cada dia, nos empurrando para fora, destruindo opções. Nos obrigando a ficar dentro de casa, protegidos pelas cercas que nós mesmos colocamos. Mas pelo menos essas são nossas. O terreno próximo, mais baldio do que nunca.