sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os filmes da Marvel – Parte I


Continuando a retrospectiva das adaptações de HQs para o cinema das duas grandes editoras dos EUA, chegou a hora de fazer o apanhado do longas baseados em personagens da Marvel Comics, a editora mais popular e a que mais consegue acertar nessa transposição de mídias, com muitos filmes bons (e alguns erros crassos, é verdade) e várias franquias lucrativas.

Vale lembrar, só entraram na lista filmes feitos a partir do boom das adaptações de quadrinhos, que aconteceu justamente a partir do lançamento do primeiro longa dessa matéria. Filmes anteriores, deixei de fora, mas pode ser que faça uma outra matéria só falando deles, veremos o que acontece. Por ora, sigamos em frente.


Blade – O Caçador de Vampiros (1998)

A Marvel aposta em um filme de ação tradicional, estrelado por um personagem de terceiro escalão, e se dá bem. Foi um baita sucesso, levantou a carreira de Wesley Snipes e abriu as porteiras para novas adaptações, apagando o fiasco Batman & Robin, do ano anterior. Os efeitos especiais envelheceram mal, mas o filme ainda é bastante divertido. 


X-Men: O Filme (2000)

Com o sucesso de Blade, a Marvel viu que dava pra fazer um bom trabalho nas telas e ganhar dinheiro com isso e liberou logo seu principal grupo de heróis para uma tentativa no cinema, embora ainda com certas ressalvas, no caso um orçamento modesto da Fox para uma produção desse tipo. Bryan Singer gerenciou bem o dinheiro, descobriu Hugh Jackman e fez um ótimo filme apresentando os mutantes ao público do cinema. Agora que um medalhão também se provara bem sucedido, ninguém mais pararia os heróis Marvel. 


Blade II – O Caçador de Vampiros (2002)

Guillermo Del Toro assume a direção e usa este filme como laboratório para fazer posteriormente Hellboy. Mais personagens, mais ação e mais efeitos especiais. A crítica e os fãs gostaram mais que o primeiro, mas na época o assisti e achei bastante bobo, tanto que nunca mais o revi inteiro. E só no Brasil mesmo para repetirem o mesmo subtítulo dado ao primeiro filme!


Homem-Aranha (2002)

O mais popular personagem da Marvel, após anos de tentativas, finalmente chega aos cinemas pelas mãos de Sam Raimi, fã confesso do personagem. E ele entrega aquele que seria usado como base para quase todos os filmes de origem. Os efeitos especiais já eram ruins na época, hoje são ainda piores. Mas o filme como um todo continua muito bom. Leia minha resenha aqui.




Demolidor – O Homem Sem Medo (2003)

O Demolidor é um personagem bacana que poderia ganhar um ótimo filme, próximo de um Batman, era só pegar a fase de Frank Miller no gibi como base. Ao invés disso, fizeram uma mistureba meia boca com um diretor medíocre e Ben Affleck como protagonista. Confesso que caí nessa quando assisti pela primeira vez: achei legal. Mas não sobreviveu a uma segunda vez e todos os seus muitos defeitos saltaram aos olhos. Não chega a ser uma desgraça completa, mas está longe de ser bom. O personagem merecia mais. Ganhará um reboot nos próximos anos.


X-Men 2 (2003)

Agora com mais dinheiro e mais à vontade, e com uma graphic novel clássica dos personagens como base (Deus Ama, o Homem Mata), Bryan Singer faz o melhor filme dos mutantes até hoje. Desde a sequência de abertura já clássica, com o ataque de Noturno à casa branca, passando por Wolverine defendendo a escola dos soldados, ao final com seu gancho fazendo alusão a uma das sagas mais queridas dos X-Men, é tudo uma beleza.


Hulk (2003)

A ideia era boa, chamar o artístico Ang Lee para dirigir um filme cabeça de super-heróis, contando com um elenco afiado e privilegiando a ação psicológica à física. Pena que não deu certo. O filme se estende além da conta, os cachorros Hulk são uma vergonha e o Hulk em si ficou artificial demais. Valeu pela tentativa de sair do lugar-comum e pela montagem esperta, cheia de divisões de tela, como os painéis de uma HQ.


O Justiceiro (2004)

O anti-herói já havia ganhado um filme tosco estrelado por Dolph Lundgren no fim dos anos 80, mas agora seria a versão “valendo”, após o boom das HQs no cinema. O tiro saiu pela culatra. Frank Castle na ensolarada Miami? John Travolta como um mafioso genérico? Ao menos tentaram usar uma das melhores fases dos quadrinhos, a passagem do ensandecido Garth Ennis pelo título, mas nem isso salvou. Foi um baita fracasso, e no Brasil foi direto pra vídeo depois de muita enrolação.


Homem-Aranha 2 (2004)

Sam Raimi, com mais liberdade criativa, imprime mais de seu tresloucado estilo próprio a esta película, fazendo mais um exemplar para figurar em qualquer lista de melhores filmes baseados em histórias em quadrinhos de todos os tempos. Confesso que quase chorei na cena do trem. O melhor filme do amigão da vizinhança até aqui.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vida e Obra encerrada


O 13º e último episódio de Vida e Obra de um Ninguém foi ao ar semana passada. Agora, é hora de fazer aquele balanço tradicional. De modo geral, gostei muito mais de escrever estes 13 episódios do que todos os 42 de Capangas Contratados (estou contando aí também os episódios da segunda temporada, que já estão no papel).

Foi mais prazeroso de produzir, bem como de ler. Mas claro, só posso falar por mim. O fato é que Capangas sempre foi apenas uma brincadeira com estilos, gêneros e referências. Gosto de tudo isso, mas não me identifico exatamente. Como já devo ter dito num dos textos relacionados a essa Sitcom, não saio por aí dando tiro nos outros ou extorquindo taxas de proteção.

Vida e Obra tem o elemento do pé no chão. Tem muita coisa de verdade, grandes pedaços biográficos, tanto para o protagonista quanto para o autor. Só isso já é suficiente para ela me ser muito mais atraente. Para que eu tenha um carinho especial por ela.

Gostei muito do resultado. É difícil eu ficar satisfeito com um trabalho, mas esse conseguiu. Claro que há sempre uma coisinha ou outra que mudaria se pudesse, isso é normal, faz parte do ofício. O que importa é que consigo acreditar nas tramas (ao menos na maioria delas) e nos personagens. Não só porque eles existem de fato e grande parte dessas coisas aconteceu mesmo. E daí que é verdade? Se eu tivesse escrito mal, ninguém ia acreditar nisso, nem mesmo eu. Acho que essa tarefa, ao menos, eu consegui realizar de maneira satisfatória.

Existem muitas outras histórias a serem contadas. Muita coisa boa ficou de fora e a série poderia ter tido facilmente o dobro de sua duração. Mas eis a encruzilhada: não vou retomá-la. Para mim, essa temporada fechou redonda, e tudo que viesse depois seria apenas repetição do mesmo tema. E, para ser bem franco, esse formato de Sitcom Literária me deu uma cansada (e apesar de ter tido um retorno legal, foi longe do esperado), e preciso de um bom tempo longe dele, se é que vou retomá-lo. Claro, tem a segunda temporada do Capangas, mas depois, quem sabe...

Talvez eu conte essas outras histórias num formato diferente, talvez até em romance, como era para ter sido originalmente, mas isso é coisa bem para o futuro. Tenho outras histórias na fila para tirar da cabeça antes. Talvez eu as acabe deixando de lado e esquecendo, é sempre uma possibilidade.

Não posso encerrar sem antes retomar outro tema bastante falado sobre essa série, seu protagonista e a pessoa que o inspirou. Outro dia minha mãe disse exatamente a mesma coisa que o parceiro Jean Di Barros me falou tantas vezes quando conversávamos sobre a série: seu pai vai pegar mal.

Eu realmente espero que não e reforço que essa nunca foi a intenção. Apesar de não termos o melhor relacionamento do mundo, jamais pretendi usar essa narrativa para descontar mágoas ou como sessão de terapia. Só achei que, apesar de nossos problemas, meu pai é uma figura e tem um monte de histórias interessantes que mereciam ser contadas, ou que inspiraram tramas mais exageradas.

Não perco meu tempo falando de quem não gosto e muito menos escreveria 13 episódios apenas para aplacar qualquer tipo de rixa pessoal. Pelo contrário, não dizem que a sátira é uma das melhores formas de lisonja? Pois então.

Sendo assim: pai, se algum dia você ler a série e este texto aqui, espero que não leve a mal, e sim como uma homenagem. Meio torta, até um pouco sacana, mas ainda assim de boa intenção. Histórias boas devem ser contadas, e as que você inspirou foram feitas com todo carinho possível.

Seja como for, agora estão encerradas. Vida e Obra de um Ninguém está oficialmente terminada. E tenho dito.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Realidades Adaptadas


Aproveitando o lançamento da refilmagem de O Vingador do Futuro, a editora Aleph lança essa coletânea com os sete contos de Philip K. Dick que foram adaptados para o cinema, a maioria deles, virando ótimos filmes.

Uma ótima ideia (ninguém tinha feito isso antes) e grande qualidade em todas as sete histórias. Para fãs de ficção científica, seja na literatura ou no cinema, é uma grande pedida.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

ParaNorman


Animação em stop motion do mesmo estúdio de Coraline e o Mundo Secreto. Temática macabra, muitas referências a filmes de terror, situações de humor negro e, o mais importante: zumbis. Taí uma excelente animação infantil (e, acredite, ela de fato é destinada às crianças).

No elenco, as vozes de Kodi Smit-McPhee, Anna Kendrick, Casey Affleck, Christopher Mintz-Plasse, Leslie Mann, Jeff Garlin, Alex Borstein e John Goodman.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Legado Bourne


Quarto filme da franquia Bourne e o primeiro sem Matt Damon no papel principal. Quem assume o legado é o bom Jeremy Renner. Já a direção ficou a cargo de Tony Gilroy, roteirista da série. O filme é bacaninha, mas fica bem longe da qualidade da trilogia original.

Completam o elenco Scott Glenn, Stacy Keach, Edward Norton, Rachel Weisz, Albert Finney, Joan Allen e Oscar Isaac.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros


Tenho o costume de boicotar alguns filmes quando sua campanha de divulgação me irrita. Doze anos atrás, em absolutamente todo filme que ia ver no cinema, passava o trailer do Cowboys do Espaço, do Clint Eastwood. Devo ter visto o dito cujo umas 20 ou 30 vezes, até fazer bico. Só de raiva, resolvi boicotar o filme. Doze anos se passaram e ainda não assisti Cowboys do Espaço.

Este ano, a mesma coisa. Toda vez que ia ao cinema, era agraciado pelo trailer de Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros. Tinha toda pinta de ser porcaria e, ainda por cima, tinha que assistir sempre o mesmo trailer em todo filme que eu ia ver? Esquece, já estava pronto para boicotá-lo. Eis que chega o convite para a cabine... Dessa vez não deu para ignorar, acabei assistindo.

Fazem parte do elenco Benjamin Walker, Dominic Cooper, Anthony Mackie, Mary Elizabeth Winstead e Rufus Sewell.

Quer saber se eu estava certo quanto à qualidade do negócio e se ele deve mesmo ser boicotado? Então clique aqui e leia minha resenha no Delfos.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Vida e Obra de um Ninguém – Episódio 13


Acabou. A última parte do último episódio já está no ar, e Vida e Obra de um Ninguém chega ao seu final. Não há muito o que dizer dessa vez. Espero que tenha gostado.

Que quem leu tenha aproveitado e, quem não leu... Bem, pode conferir a obra completa, já que todos os episódios estão reunidos e disponíveis aqui mesmo neste blog (é só clicar ali em cima, em Minhas Sitcoms Literárias) ou no site da Toró Na Cuca. Semana que vem publico aqui um balanço geral da série. Enquanto isso, divirta-se com o último episódio.