segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A Morte do Homem-Aranha


Este é o arco da revista Ultimate Spider-Man (no Brasil, publicada em Ultimate Marvel) que mostra a trágica última batalha dessa versão alternativa de Peter Parker contra alguns de seus piores inimigos, incluindo seu grande nêmesis, Norman Osborn, o Duende Verde.

Sei que morrer nos quadrinhos virou carne de vaca. Qualquer defunto costuma voltar dois meses depois. Mas no universo Ultimate, essa lei não se aplica. Até por isso, embora a história seja boa, senti falta de uma carga dramática maior, para marcar mais um momento tão significativo. Seja como for, para os fãs do Aranha, vale a leitura.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Os filmes da DC – Parte final


Leia também:

Continua o apanhado dos filmes baseados em quadrinhos publicados pela DC Comics, com a segunda e última metade das obras. Vale lembrar, todos eles (incluindo os da primeira parte da matéria) foram lançados no Brasil, ainda que alguns deles tenham saído direto para vídeo.


Stardust – O Mistério da Estrela (2007)

O diretor Matthew Vaughn, que depois voltaria às adaptações de HQs com Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe, pela Marvel, adapta aqui um romance ilustrado escrito por Neil Gaiman, outro dos grandes autores de quadrinhos (formando a santíssima trindade do gênero ao lado de Alan Moore e Frank Miller) e um dos meus favoritos. Um conto de fadas leve e com foco mais adulto, virou mais um filme simpático e bem agradável, mas novamente tomaram muitas liberdades criativas com o material original, ainda que, como no caso de Constantine, o resultado geral tenha funcionado.


The Spirit – O Filme (2008)

Frank Miller se empolgou tanto com a adaptação de seu Sin City, que assumiu sozinho a direção deste filme baseado na obra mais famosa de Will Eisner. Confesso que não conheço o personagem, e este filme horroroso prestou o desserviço de matar qualquer vontade que eu tivesse de ir atrás dos gibis. Miller viaja na maionese, exagera demais no clima noir, tenta fazer graça com piadas mais bestas que as do Zorra Total e comete um filme totalmente irritante. Péssimo. Leia aqui a resenha.


Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)

Se Frank Miller está em baixa, Christopher Nolan está no extremo oposto, e comete nessa segunda aventura do Morcegão um dos melhores filmes baseados em personagens de quadrinhos da história. Tudo de bom do primeiro filme é melhorado neste aqui, e Heath Ledger, como o assustador Coringa, entrega a melhor interpretação do personagem até hoje. Marcante. Leia aqui minha resenha da sessão em Imax do filme.


Watchmen – O Filme (2009)

O Cidadão Kane dos quadrinhos de super-heróis, uma obra que muitos acreditavam ser infilmável. Coube a Zack Snyder (que vinha de outra adaptação, 300) tentar repetir na tela grande o impacto que a obra teve no papel. Não conseguiu, mas até que chegou perto. O filme é muito bom, mas o problema é que a HQ é grande demais, cairia melhor como uma minissérie de TV. Como filme, muitos personagens e tramas tiveram de ser cortados e/ou adaptados. Algumas mudanças funcionaram, outras, como o final, não. Mas o resultado geral é bastante positivo. Não é perfeito, mas não tem do que se envergonhar.


Jonah Hex – Caçador de Recompensas (2010)

Já esse pistoleiro cult e deformado da linha Vertigo tem muito do que se envergonhar. Após alguns bons acertos, o estúdio volta a escorregar feio com Jonah Hex. Sabe aquele filme que parece ter sido rodado sem ter roteiro fechado, cheio de pitacos de produtores, com várias refilmagens posteriores pra tentar arrumar o estrago? É esse aqui. Uma bagunça de péssima qualidade. Siga o exemplo de Mulher-Gato e esqueça que isso existe.


Os Perdedores (2010)

Outra adaptação de uma série da Vertigo, daria um bom filme de ação e tinha um elenco bom. Mas resultou num trabalho fraco e anêmico. Chamá-lo de meia-boca seria o máximo de elogio possível e seria passível de ser um exagero. É o tipo de filme que você assiste já sabendo tudo que vai acontecer e quinze minutos depois de acabar, já o apagou da memória. Muito fraco.


Red – Aposentados e Perigosos (2010)

Mais um baseado numa HQ mais adulta, mais um que privilegia a ação. Mais um com ótimo elenco. Mais um que eu achei bastante meia-boca, embora esse tenha conquistado maior carinho do público. Não consegui me empolgar. Para mim, tudo que disse sobre Os Perdedores funciona para este sem o que tirar nem pôr. Mesmo assim,vai ganhar continuação.


Lanterna Verde (2011)

A Warner finalmente investe pesado em outro dos heróis medalhões da editora. E quebra a cara. Resolveu jogar no seguro, com uma tradicional história de origem e todos os clichês que isso acarreta, e entrega um produto morno, sem punch, mais uma película bem meia-boca para um personagem que está numa ótima fase nos quadrinhos e merecia muito mais que isso em celulóide. Outra decepção nas bilheterias e o estúdio ficou com um abacaxi nas mãos: não sabe se investe numa continuação melhorando tudo que não deu certo ou se já aperta logo o reset e recomeça do zero e direito.


Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

O encerramento da trilogia do Batman, a despedida de Christopher Nolan da direção dos longas do personagem e de Christian Bale como o melhor ator a vestir a capa e o capuz. E trata-se de um encerramento com chave de ouro. Mesmo não tendo um vilão tão marcante quanto o Coringa, a produção e a história conseguem ter um escopo ainda maior que o atingido na segunda parte. Outro filme fantástico, provando que os filmes do Morcegão são (por enquanto) os únicos foras de série dentro da filmografia da DC. Leia a resenha aqui.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O que aconteceu com Tony Scott?


Tony Scott se matou pulando de uma ponte nos arredores de Los Angeles no último dia 19. Ele tinha 68 anos, esposa, filhos e uma carreira no cinema cheia de sucessos de bilheteria, ainda que não exatamente de crítica. Ah, sim, ele também tinha um irmão muito mais fodão, mas já tratei disso no texto linkado.

Ele deixou cartas em seu carro e casa para família e amigos, mas o conteúdo não foi divulgado. Rumores dizem que ele tinha um tumor inoperável, o que explica o cara cometer suicídio a essa altura do campeonato. Sua esposa, contudo, nega a informação, que só será confirmada ou refutada quando sair o resultado da autópsia, nas próximas semanas.

Por mais triste e surpreendente que seja sua morte, é inegável que ele deixou sua marca em Hollywood, mas devo dizer que não sentirei sua ausência. Nunca fui fã do cara, e, contudo, assisti praticamente tudo que ele dirigiu.

Top Gun – Ases Indomáveis, seu maior sucesso, era muito legal para a época, verdade. Mas por acaso vi um pedaço do filme de novo outro dia e ele envelheceu mal. Esqueça a propaganda pró força aérea/marinha dos EUA ou o contexto homoerótico tão bem apontado por Quentin Tarantino, o grande problema é que esse negócio é cafona demais. Música, diálogos, narrativa, é tudo de uma breguice sem tamanho.

Mesmo seu filme mais elogiado pela crítica, o cult Fome de Viver, eu não gostei. Assisti pela primeira vez alguns meses atrás. Já tinha ouvido falar tanto dele que esperava algo realmente bom, encontrei apenas forma sem conteúdo. Chato.

Tudo bem, Um Tira da Pesada II é bom, um clássico da Sessão da Tarde. Dias de Trovão (o Top Gun com rodas) e O Último Boy Scout podem ser bem apreciados ao se desligar o cérebro, mas o saldo, no fim das contas, é mesmo negativo.

Caramba, não consegui gostar nem de Amor à Queima-Roupa, cujo roteiro é do Tarantino! E o que dizer de Domino – A Caçadora de Recompensas? Talvez o exemplo mais claro de sua estética frenética. A edição desse filme é tão picotada, os planos são tão vertiginosos, as cores tão saturadas, que esse negócio quase me causou convulsões. Não aguentando mais de dor de cabeça e a um passo de ter um surto epilético, simplesmente não consegui terminar de ver o filme. Fui compelido a mudar de canal.

Nos últimos tempos, vinha fazendo uma série de filmes de ação bem medianos estrelados por Denzel Washington, seu mais frequente colaborador. Até resenhei um deles, O Sequestro do Metrô 1 2 3, de 2009 (leia aqui). Seu último filme, Incontrolável, de 2010, também faz parte dessa safra.

Como disse, não sentirei falta dele baseado em sua obra, mas é uma grande pena que tenha morrido. Quem sabe ele ainda pudesse surpreender em sua próxima produção? Agora nunca saberemos, assim como ainda não sabemos o que aconteceu com ele. Trágico.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sitcoms da Toró na reta final


Pois é, tudo que é bom dura pouco. As Sitcoms Literárias Vida e Obra de um Ninguém e Causa & (D)Efeito mal estrearam e já estão acabando. Restam só mais duas semanas de publicação para ambas, sendo que a história final de Vida e Obra, dividida em duas partes, já começa na semana que vem. Acompanhe antes que acabe.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vida e Obra de um Ninguém – Episódio 11


Creio que o mais verídico de todos os episódios. Uma situação transplantada 100% da vida para a ficção. Sem floreios, sem embelezamento, o real funcionando como narrativa sem tratos ou adaptações.

Tanto que nem tenho o que falar sobre esse capítulo que já não esteja contido nele. Sendo assim, usarei o espaço para fazer propaganda do próximo.

Semana que vem a série começa a rumar para seu final de temporada com a primeira parte (de duas) do último episódio, uma história especial dentro dos padrões já estabelecidos desta Sitcom. É esperar pra ver. Enquanto isso, divirta-se com mais um pequeno conto biográfico.

Leia aqui o Episódio 11: É o Inferno!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Os filmes da DC – Parte I


As adaptações cinematográficas de histórias em quadrinhos ultimamente são algumas das produções mais rentáveis de Hollywood. E também viraram uma febre, que anos antes, com apenas algumas esparsas produções aqui e ali, parecia ser impensável. Como um apreciador das HQs e de grande parte dos filmes que as adaptam, resolvi fazer um apanhado geral das adaptações das obras das duas grandes editoras dos EUA, Marvel e DC Comics.

Começo com os filmes baseados em trabalhos publicados pela DC simplesmente porque é minha editora favorita, afinal, até onde eu saiba, esse ainda é o meu blog. A outra regra é que só entram na lista filmes feitos a partir deste boom de adaptações, que no meu entender começou com o lançamento de Blade, da editora rival, em 1998.

Todos os filmes que vieram antes disso (e a DC, especialmente, tem um monte) não entram na lista. Mas isso pode acabar virando material para uma nova matéria mais pra frente. Por enquanto, vamos à primeira parte.


Estrada para Perdição (2002)

Baseado na graphic novel de Max Allan Collins, virou um elegante filme de máfia dirigido por Sam Mendes e estrelado por Tom Hanks, Jude Law e Paul Newman em seu último papel no cinema (depois ele só dublaria um personagem na animação Carros). Moleque descobre que seu pai é um assassino da máfia ao testemunhá-lo em ação e ambos passam a ser perseguidos pelo chefão, que quer eliminar o garoto que viu o que não devia. Bom filme.


A Liga Extraordinária (2003)

Já esta adaptação de um dos melhores trabalhos de Alan Moore serve muito bem como um guia do que não fazer ao transpor uma HQ para as telas. Coisas simples, como não deixar o astro (Sean Connery) mudar a história a seu bel prazer, muito menos deixar seu personagem mais heróico e importante só porque ele é um astro. E também não colocar na mistura um personagem da literatura estadunidense (Tom Sawyer) só pela suposição de que os americanos não iriam ao cinema assistir um filme só com personagens britânicos. O resto do mundo agradece. Uma bomba.


Mulher-Gato (2004)

Esse consegue a proeza de ser pior ainda. Da personagem dos quadrinhos só sobrou o codinome, todo o resto foi horrivelmente alterado numa produção completamente vergonha alheia. Nada se salva, desde os defeitos especiais de videogame das antigas, até o figurino de sex shop da personagem. Onde todos os envolvidos, incluindo Halle Berry, que devia ter se contentado a interpretar a Tempestade dos X-Men, estavam com a cabeça? O melhor a fazer é esquecer que isso existe.


Batman Begins (2005)

Após Joel Schumacher afundar a franquia com Batman & Robin, a DC/Warner decide levantar novamente a série do Homem-Morcego e consegue seu primeiro grande acerto, que atende pelo nome do diretor Christopher Nolan. Sua grande sacada? Em primeiro lugar, realmente contar uma história focada no Batman e em sua criação, e não em seus vilões. O segundo, fazer um filme de heróis mais realista, o que casou muito bem com o tom do personagem. Foi o início da trilogia de filmes mais bem sucedida da editora/estúdio. Leia minha resenha sobre o filme aqui.


Marcas da Violência (2005)

Pouca gente sabe que este excelente filme de David Cronenberg é baseado numa graphic novel de John Wagner e Vince Locke. A história de um pacato dono de lanchonete numa cidadezinha interiorana que reage a um assalto, vira celebridade local e acaba atraindo a atenção indesejada de um mafioso, que pode ou não estar confundindo-o com outra pessoa. Um dos melhores filmes dessa lista, com elenco afiado (destaque para o protagonista Viggo Mortensen, que depois faria outros dois filmes com o diretor) e muitas surpresas. Obrigatório.


Constantine (2005)

Este ocultista do selo adulto Vertigo tem uma boa base de fãs, que ficou irada com as mudanças sofridas pelo personagem em sua adaptação cinematográfica. De inglês loiro passou a estadunidense moreno, fora outras liberdades, como armas em forma de cruz que não existem nos quadrinhos. Eu não conheço bem o personagem, por isso não fiquei bravo com as mudanças e gostei bastante do filme. Uma aventura despretensiosa e muito divertida, acabou sendo uma boa surpresa. Mas claro, se respeitassem a fonte, poderia até ser ainda melhor. Assistido sem a ranhetice fanboy, cumpre seu papel.


V de Vingança (2005)

Um dos grandes trabalhos de Alan Moore ganha sua versão na tela grande, para desespero do autor, que abomina qualquer adaptação de sua obra. Com supervisão e roteiro dos irmãos Wachowski, e direção estilosa do pupilo James McTeigue, a adaptação foi tratada com carinho e rendeu mais um ótimo filme. Leia aqui minha resenha completa.


Superman – O Retorno (2006)

Gostei muito desse filme, mas devo admitir que essa sequência bastante tardia do Superman de Richard Donner (e que também leva em conta os fatos de Superman II) foi o filme errado na hora errada. O momento era para reapresentar o personagem e começar uma nova história, não retomar uma versão já há muito desatualizada do herói. As críticas foram variadas, sendo a principal reclamação a falta de ação, e o longa não rendeu o esperado, causando o que devia ter sido feito desde o início, um reboot com estreia para ano que vem dirigido por Zack Snyder e produzido por Christopher Nolan. Leia aqui a resenha.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Jogador Nº 1


Um romance nerd best seller que virou a febre do momento em diversos países. Cheio de referências a videogames e cultura pop dos anos 80, é de fato uma leitura divertida, especialmente para quem gosta dessas referências, embora seja um tanto previsível.

Primeiro livro de Ernest Cline, roteirista do filme Fanboys. Para nerds saudosistas, é mais que recomendável.