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Continua
o apanhado dos filmes baseados em quadrinhos publicados pela DC Comics, com a
segunda e última metade das obras. Vale lembrar, todos eles (incluindo os da
primeira parte da matéria) foram lançados no Brasil, ainda que alguns deles
tenham saído direto para vídeo.
Stardust – O Mistério da Estrela (2007)
O
diretor Matthew Vaughn, que depois voltaria às adaptações de HQs com Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe, pela Marvel, adapta aqui um romance ilustrado escrito por Neil
Gaiman, outro dos grandes autores de quadrinhos (formando a santíssima trindade
do gênero ao lado de Alan Moore e Frank Miller) e um dos meus favoritos. Um
conto de fadas leve e com foco mais adulto, virou mais um filme simpático e bem
agradável, mas novamente tomaram muitas liberdades criativas com o material
original, ainda que, como no caso de Constantine,
o resultado geral tenha funcionado.
The Spirit – O Filme (2008)
Frank
Miller se empolgou tanto com a adaptação de seu Sin City, que assumiu sozinho a direção deste filme baseado na obra mais
famosa de Will Eisner. Confesso que não conheço o personagem, e este filme
horroroso prestou o desserviço de matar qualquer vontade que eu tivesse de ir
atrás dos gibis. Miller viaja na maionese, exagera demais no clima noir, tenta fazer graça com piadas mais
bestas que as do Zorra Total e comete
um filme totalmente irritante. Péssimo. Leia aqui a resenha.
Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)
Se
Frank Miller está em baixa, Christopher Nolan está no extremo oposto, e comete
nessa segunda aventura do Morcegão um dos melhores filmes baseados em
personagens de quadrinhos da história. Tudo de bom do primeiro filme é
melhorado neste aqui, e Heath Ledger, como o assustador Coringa, entrega a
melhor interpretação do personagem até hoje. Marcante. Leia aqui minha resenha da sessão em Imax do filme.
Watchmen – O Filme (2009)
O Cidadão Kane dos quadrinhos de
super-heróis, uma obra que muitos acreditavam ser infilmável. Coube a Zack
Snyder (que vinha de outra adaptação, 300)
tentar repetir na tela grande o impacto que a obra teve no papel. Não
conseguiu, mas até que chegou perto. O filme é muito bom, mas o problema é que
a HQ é grande demais, cairia melhor como uma minissérie de TV. Como filme,
muitos personagens e tramas tiveram de ser cortados e/ou adaptados. Algumas
mudanças funcionaram, outras, como o final, não. Mas o resultado geral é
bastante positivo. Não é perfeito, mas não tem do que se envergonhar.
Jonah Hex – Caçador de Recompensas (2010)
Já
esse pistoleiro cult e deformado da
linha Vertigo tem muito do que se envergonhar. Após alguns bons acertos, o
estúdio volta a escorregar feio com Jonah
Hex. Sabe aquele filme que parece ter sido rodado sem ter roteiro fechado,
cheio de pitacos de produtores, com várias refilmagens posteriores pra tentar
arrumar o estrago? É esse aqui. Uma bagunça de péssima qualidade. Siga o
exemplo de Mulher-Gato e esqueça que
isso existe.
Os Perdedores (2010)
Outra
adaptação de uma série da Vertigo, daria um bom filme de ação e tinha um elenco
bom. Mas resultou num trabalho fraco e anêmico. Chamá-lo de meia-boca seria o
máximo de elogio possível e seria passível de ser um exagero. É o tipo de filme
que você assiste já sabendo tudo que vai acontecer e quinze minutos depois de
acabar, já o apagou da memória. Muito fraco.
Red – Aposentados e Perigosos (2010)
Mais
um baseado numa HQ mais adulta, mais um que privilegia a ação. Mais um com
ótimo elenco. Mais um que eu achei bastante meia-boca, embora esse tenha
conquistado maior carinho do público. Não consegui me empolgar. Para mim, tudo
que disse sobre Os Perdedores
funciona para este sem o que tirar nem pôr. Mesmo assim,vai ganhar continuação.
Lanterna Verde (2011)
A
Warner finalmente investe pesado em outro dos heróis medalhões da editora. E
quebra a cara. Resolveu jogar no seguro, com uma tradicional história de origem
e todos os clichês que isso acarreta, e entrega um produto morno, sem punch, mais uma película bem meia-boca
para um personagem que está numa ótima fase nos quadrinhos e merecia muito mais
que isso em celulóide. Outra decepção nas bilheterias e o estúdio ficou com um
abacaxi nas mãos: não sabe se investe numa continuação melhorando tudo que não
deu certo ou se já aperta logo o reset
e recomeça do zero e direito.
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)
O
encerramento da trilogia do Batman, a despedida de Christopher Nolan da direção
dos longas do personagem e de Christian Bale como o melhor ator a vestir a capa
e o capuz. E trata-se de um encerramento com chave de ouro. Mesmo não tendo um
vilão tão marcante quanto o Coringa, a produção e a história conseguem ter um
escopo ainda maior que o atingido na segunda parte. Outro filme fantástico,
provando que os filmes do Morcegão são (por enquanto) os únicos foras de série
dentro da filmografia da DC. Leia a resenha aqui.
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