terça-feira, 4 de setembro de 2012

Vida e Obra de um Ninguém – Episódio 13


Acabou. A última parte do último episódio já está no ar, e Vida e Obra de um Ninguém chega ao seu final. Não há muito o que dizer dessa vez. Espero que tenha gostado.

Que quem leu tenha aproveitado e, quem não leu... Bem, pode conferir a obra completa, já que todos os episódios estão reunidos e disponíveis aqui mesmo neste blog (é só clicar ali em cima, em Minhas Sitcoms Literárias) ou no site da Toró Na Cuca. Semana que vem publico aqui um balanço geral da série. Enquanto isso, divirta-se com o último episódio.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sitcoms da Toró acabam semana que vem


Só para reforçar o aviso, semana que vem as duas Sitcoms Literárias da Toró atualmente em publicação chegam ao seu final de temporada (quiçá até seu final definitivo, dependendo do humor de seus escritores, sendo um deles eu, é claro).

Vida e Obra de um Ninguém tem seu último capítulo publicado na terça, dia 04 de setembro. E na quinta-feira, dia 06, é a vez do derradeiro episódio de Causa & (D)Efeito, de Jean Di Barros.

Marque no seu calendário e prestigie, senão vai ter que pegar a reprise. Sacou, sacou? Foi uma piada de sitcoms de televisão...

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O escritor boxeador e a preguiça infinita


Pela minha experiência, escrever, mais do que prática (parte importante do processo, é claro), é ritmo. É manter uma boa toada, uma média diária. Isso ajuda a manter não só a já citada prática, mas a conseguir visualizar rapidamente o caminho percorrido, e, sobretudo e mais importante, a manter a preguiça longe.

Nada atrapalha mais este escritor do que aquela vontade súbita que bate de procrastinar um texto, deixar para depois, a favor de qualquer outra coisa, geralmente bem imbecil. Seja ver besteira na internet, simplesmente coçar o saco ou fazer o balanço das contas do mês, qualquer coisa subitamente fica bem mais atraente que colocar aquelas linhas no papel.
         
O texto vira o inimigo, um fardo a ser superado, às vezes difícil demais. Aí aquela preguiça súbita, a vontade de deixar para depois, se fortalece e ataca. As desculpas vêm nas mais variadas formas, querendo dar justificativas para você mesmo, como os diabinhos em cima do ombro dos desenhos animados.

Qualquer dificuldade vira um entrave e não um desafio a ser superado. Torna-se algo bastante cansativo. A solução: quebrar a cabeça e tentar arrumar um modo de seguir em frente? Que nada, o canal é inventar uma desculpa para deixar pra resolver depois. E aí vai deixando, deixando...

Minha analogia preferida é a do boxeador que causa o clinch pra dar aquela respirada, recuperar o fôlego e a energia para voltar pra luta. Mas nessas, fica agarrado ao adversário até o round acabar. Nessa luta não tem juiz pra separar. E aí, nessa estratégia de ficar clinchando, a luta acaba e você não marca nenhum ponto.

Tenho propensão a arroubos de preguiça aguda, devo admitir. Qualquer coisa que me faça sair da rotina, quebrar meu ritmo, arrisca causar um surto dela e aí fica difícil de voltar pros trilhos. Aí vira um festival de clinches. Ah, hoje é dia da bandeira, amanhã eu faço isso. Sim, eu já usei essa.

Até recuperar o jogo de pernas, vai-se um tempo perdido em absolutamente nada. A solução mais radical, pra me tirar mais rápido da letargia, é arranjar um Apollo Doutrinador (porque dublagem boa é aquela que traduz até o nome do sujeito) que me faça suar no ringue, que dê trabalho, que faça valer o espetáculo.

Antigamente era mais duro sair do abraço da preguiça, cheguei a varar meses. Mas assim como escrever, também peguei prática em fugir desse male. Descobri como encontrar mais fácil os Apollos que vão me desafiar a voltar pro ringue. Claro que às vezes ainda tenho lá minhas recaídas, mas agora sei como evitar rapidamente esse anti-jogo e voltar logo para o combate.

Mas que às vezes é bom ficar sem fazer nada, ah, isso é. O problema é a moderação. Já escrever, bom, já que comecei a traçar esses paralelos com Rocky: escrever é usar o olho do tigre. Se não der tudo, o adversário te derruba. E aí a revanche acaba ficando pra depois. Olho do tigre, Balboa!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Vida e Obra de um Ninguém – Episódio 12


Para dar uma agitada no formato da Sitcom e fazer um negócio diferente para esta que é a primeira parte do capítulo final de temporada da série, uma reviravolta digna dos melhores dias de Lost! Mas não se preocupe, aqui não tem os Outros, monstro de fumaça e nem Homem de Preto.

Nem preciso dizer que absolutamente tudo que acontece aqui (e também em sua segunda parte) é completamente fictício. Ainda não desenvolvi o poder da clarividência, mas algum dia chego lá. Interessante que esse episódio duplo também dialoga bem com o estilão do Capangas Contratados, embora sem abrir mão das características que tão bem definiram Vida e Obra.

Em suma, divirta-se com a primeira parte do final de temporada, e volte semana que vem para o encerramento.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A Morte do Homem-Aranha


Este é o arco da revista Ultimate Spider-Man (no Brasil, publicada em Ultimate Marvel) que mostra a trágica última batalha dessa versão alternativa de Peter Parker contra alguns de seus piores inimigos, incluindo seu grande nêmesis, Norman Osborn, o Duende Verde.

Sei que morrer nos quadrinhos virou carne de vaca. Qualquer defunto costuma voltar dois meses depois. Mas no universo Ultimate, essa lei não se aplica. Até por isso, embora a história seja boa, senti falta de uma carga dramática maior, para marcar mais um momento tão significativo. Seja como for, para os fãs do Aranha, vale a leitura.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Os filmes da DC – Parte final


Leia também:

Continua o apanhado dos filmes baseados em quadrinhos publicados pela DC Comics, com a segunda e última metade das obras. Vale lembrar, todos eles (incluindo os da primeira parte da matéria) foram lançados no Brasil, ainda que alguns deles tenham saído direto para vídeo.


Stardust – O Mistério da Estrela (2007)

O diretor Matthew Vaughn, que depois voltaria às adaptações de HQs com Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe, pela Marvel, adapta aqui um romance ilustrado escrito por Neil Gaiman, outro dos grandes autores de quadrinhos (formando a santíssima trindade do gênero ao lado de Alan Moore e Frank Miller) e um dos meus favoritos. Um conto de fadas leve e com foco mais adulto, virou mais um filme simpático e bem agradável, mas novamente tomaram muitas liberdades criativas com o material original, ainda que, como no caso de Constantine, o resultado geral tenha funcionado.


The Spirit – O Filme (2008)

Frank Miller se empolgou tanto com a adaptação de seu Sin City, que assumiu sozinho a direção deste filme baseado na obra mais famosa de Will Eisner. Confesso que não conheço o personagem, e este filme horroroso prestou o desserviço de matar qualquer vontade que eu tivesse de ir atrás dos gibis. Miller viaja na maionese, exagera demais no clima noir, tenta fazer graça com piadas mais bestas que as do Zorra Total e comete um filme totalmente irritante. Péssimo. Leia aqui a resenha.


Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)

Se Frank Miller está em baixa, Christopher Nolan está no extremo oposto, e comete nessa segunda aventura do Morcegão um dos melhores filmes baseados em personagens de quadrinhos da história. Tudo de bom do primeiro filme é melhorado neste aqui, e Heath Ledger, como o assustador Coringa, entrega a melhor interpretação do personagem até hoje. Marcante. Leia aqui minha resenha da sessão em Imax do filme.


Watchmen – O Filme (2009)

O Cidadão Kane dos quadrinhos de super-heróis, uma obra que muitos acreditavam ser infilmável. Coube a Zack Snyder (que vinha de outra adaptação, 300) tentar repetir na tela grande o impacto que a obra teve no papel. Não conseguiu, mas até que chegou perto. O filme é muito bom, mas o problema é que a HQ é grande demais, cairia melhor como uma minissérie de TV. Como filme, muitos personagens e tramas tiveram de ser cortados e/ou adaptados. Algumas mudanças funcionaram, outras, como o final, não. Mas o resultado geral é bastante positivo. Não é perfeito, mas não tem do que se envergonhar.


Jonah Hex – Caçador de Recompensas (2010)

Já esse pistoleiro cult e deformado da linha Vertigo tem muito do que se envergonhar. Após alguns bons acertos, o estúdio volta a escorregar feio com Jonah Hex. Sabe aquele filme que parece ter sido rodado sem ter roteiro fechado, cheio de pitacos de produtores, com várias refilmagens posteriores pra tentar arrumar o estrago? É esse aqui. Uma bagunça de péssima qualidade. Siga o exemplo de Mulher-Gato e esqueça que isso existe.


Os Perdedores (2010)

Outra adaptação de uma série da Vertigo, daria um bom filme de ação e tinha um elenco bom. Mas resultou num trabalho fraco e anêmico. Chamá-lo de meia-boca seria o máximo de elogio possível e seria passível de ser um exagero. É o tipo de filme que você assiste já sabendo tudo que vai acontecer e quinze minutos depois de acabar, já o apagou da memória. Muito fraco.


Red – Aposentados e Perigosos (2010)

Mais um baseado numa HQ mais adulta, mais um que privilegia a ação. Mais um com ótimo elenco. Mais um que eu achei bastante meia-boca, embora esse tenha conquistado maior carinho do público. Não consegui me empolgar. Para mim, tudo que disse sobre Os Perdedores funciona para este sem o que tirar nem pôr. Mesmo assim,vai ganhar continuação.


Lanterna Verde (2011)

A Warner finalmente investe pesado em outro dos heróis medalhões da editora. E quebra a cara. Resolveu jogar no seguro, com uma tradicional história de origem e todos os clichês que isso acarreta, e entrega um produto morno, sem punch, mais uma película bem meia-boca para um personagem que está numa ótima fase nos quadrinhos e merecia muito mais que isso em celulóide. Outra decepção nas bilheterias e o estúdio ficou com um abacaxi nas mãos: não sabe se investe numa continuação melhorando tudo que não deu certo ou se já aperta logo o reset e recomeça do zero e direito.


Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

O encerramento da trilogia do Batman, a despedida de Christopher Nolan da direção dos longas do personagem e de Christian Bale como o melhor ator a vestir a capa e o capuz. E trata-se de um encerramento com chave de ouro. Mesmo não tendo um vilão tão marcante quanto o Coringa, a produção e a história conseguem ter um escopo ainda maior que o atingido na segunda parte. Outro filme fantástico, provando que os filmes do Morcegão são (por enquanto) os únicos foras de série dentro da filmografia da DC. Leia a resenha aqui.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O que aconteceu com Tony Scott?


Tony Scott se matou pulando de uma ponte nos arredores de Los Angeles no último dia 19. Ele tinha 68 anos, esposa, filhos e uma carreira no cinema cheia de sucessos de bilheteria, ainda que não exatamente de crítica. Ah, sim, ele também tinha um irmão muito mais fodão, mas já tratei disso no texto linkado.

Ele deixou cartas em seu carro e casa para família e amigos, mas o conteúdo não foi divulgado. Rumores dizem que ele tinha um tumor inoperável, o que explica o cara cometer suicídio a essa altura do campeonato. Sua esposa, contudo, nega a informação, que só será confirmada ou refutada quando sair o resultado da autópsia, nas próximas semanas.

Por mais triste e surpreendente que seja sua morte, é inegável que ele deixou sua marca em Hollywood, mas devo dizer que não sentirei sua ausência. Nunca fui fã do cara, e, contudo, assisti praticamente tudo que ele dirigiu.

Top Gun – Ases Indomáveis, seu maior sucesso, era muito legal para a época, verdade. Mas por acaso vi um pedaço do filme de novo outro dia e ele envelheceu mal. Esqueça a propaganda pró força aérea/marinha dos EUA ou o contexto homoerótico tão bem apontado por Quentin Tarantino, o grande problema é que esse negócio é cafona demais. Música, diálogos, narrativa, é tudo de uma breguice sem tamanho.

Mesmo seu filme mais elogiado pela crítica, o cult Fome de Viver, eu não gostei. Assisti pela primeira vez alguns meses atrás. Já tinha ouvido falar tanto dele que esperava algo realmente bom, encontrei apenas forma sem conteúdo. Chato.

Tudo bem, Um Tira da Pesada II é bom, um clássico da Sessão da Tarde. Dias de Trovão (o Top Gun com rodas) e O Último Boy Scout podem ser bem apreciados ao se desligar o cérebro, mas o saldo, no fim das contas, é mesmo negativo.

Caramba, não consegui gostar nem de Amor à Queima-Roupa, cujo roteiro é do Tarantino! E o que dizer de Domino – A Caçadora de Recompensas? Talvez o exemplo mais claro de sua estética frenética. A edição desse filme é tão picotada, os planos são tão vertiginosos, as cores tão saturadas, que esse negócio quase me causou convulsões. Não aguentando mais de dor de cabeça e a um passo de ter um surto epilético, simplesmente não consegui terminar de ver o filme. Fui compelido a mudar de canal.

Nos últimos tempos, vinha fazendo uma série de filmes de ação bem medianos estrelados por Denzel Washington, seu mais frequente colaborador. Até resenhei um deles, O Sequestro do Metrô 1 2 3, de 2009 (leia aqui). Seu último filme, Incontrolável, de 2010, também faz parte dessa safra.

Como disse, não sentirei falta dele baseado em sua obra, mas é uma grande pena que tenha morrido. Quem sabe ele ainda pudesse surpreender em sua próxima produção? Agora nunca saberemos, assim como ainda não sabemos o que aconteceu com ele. Trágico.