sexta-feira, 13 de julho de 2012

Reunião de Pauta 2: Heavy Metal vs. Rock Alternativo

Para comemorar o Dia do Rock deste ano, o Delfos resolveu fazê-lo com estilo, com um grande especial em homenagem a tão solene data. A cereja do bolo é o lançamento do segundo episódio da série Reunião de Pauta, focado num tema que domina as discussões entre a equipe do site: o que é melhor, heavy metal ou rock alternativo?

Visto que temos apreciadores de ambos os gêneros entre nossas fileiras, o debate rola solto. A direção novamente é minha e o roteiro foi uma colaboração assinada por Carlos Eduardo Corrales, Flávio Rodrigues, Homero de Almeida e eu.

Em comparação com o primeiro da série, as coisas estão melhorando a passos largos. As atuações já estão mais soltas e fluídas e a direção também está mais segura e menos travada. Contudo, infelizmente ainda aconteceram alguns problemas técnicos (leia-se, principalmente algumas tomadas desfocadas). A maioria resolvida graças ao milagre da edição, cortesia de Taís Boeira e Rudge Campos, mas alguns não tiveram jeito e estão bem visíveis. Para o próximo, prometemos sanar de vez essas deficiências, usar equipamentos de mais qualidade e entregar um curta tecnicamente impecável.

Confira aqui, onde você também poderá ler o texto introdutório assinado pelo Corrales, ou veja aí abaixo. Assista e divirta-se. E feliz Dia do Rock.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

100 riffs


Amanhã é Dia do Rock, mas aqui a homenagem chega mais cedo. Neste vídeo, o guitarrista Alex Chadwick, munido de uma Fender Stratocaster e doze minutos sem nada melhor pra fazer, toca em sequência, sem parar, 100 riffs importantes da história do rock, seguindo uma ordem cronológica. Começando lá dos primórdios e indo até coisas mais atuais.

Tudo bem, tem coisa que não é rock e tem coisa que não é tão famosa assim, mas caramba, são 100 riffs. É coisa pra burro. E o bom é que todos eles estão devidamente identificados. Confira abaixo:


quarta-feira, 11 de julho de 2012

O que o tédio não faz


Sempre fui um sujeito metódico para tudo. Com a escrita não seria diferente. Tenho minha rotina e meus rituais específicos. Não é só sentar a bunda na cadeira e mandar brasa, tem que dar aquela estralada nos dedos antes, estilo “pianista de concerto”, manja?

A estralada, no caso, é em sentido figurado, mas já deu pra ter uma ideia. Há todo um processo de pequenos gostos e manias envolvido, o qual tem de ser seguido à risca pra poder sair alguma coisa no fim do dia. Ou ao menos tinha.

Ultimamente tenho notado uma mudança. Foi tão gradual que não percebi acontecendo no começo, mas o método não anda mais tão restrito. Tem ficado cada dia mais caótico. Não é mais preciso ritual ou horário certo. Agora a coisa funciona independente desses fatores. Basta entrar um outro elemento na equação: o tédio.

Antigamente, quando ficava entediado, ia fazer qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, por mais improdutiva que fosse, exceto escrever alguma coisa. Hoje em dia o tédio me faz desejar sentar em frente ao computador e digitar algo. Não importa o dia ou horário. Nem sequer quanto tempo eu tenha disponível para isso.

Pode ser domingo, seis da tarde. Se estiver de bobeira por cinco minutos, a vontade de escrever algo aparece. Sexta-feira, onze da noite, nada para fazer? Vou fazer uns dois textos, só por diversão. Claro que uma vida social fraca (às vezes até inexistente) contribui para esse novo processo.

Pelo menos não sinto mais que estou perdendo tempo à toa. Tem suas vantagens. Acelerar algumas coisas, criar outras que nem imaginava que seriam criadas, aumentar a produtividade. O tédio como força criativa, devo dizer, tem um grande potencial que havia ignorado por todo esse tempo. Não mais, ele chegou para ficar, estou gostando da imprevisibilidade que ele proporciona, de não ficar mais preso às velhas rotinas. Manias estão morrendo lentamente, no meu universo ordenado, trata-se de um grande acontecimento.

Agora só falta eu conseguir escrever um romance nesse novo esquema, simplesmente por não ter aonde ir no sábado à noite... Mas calma, devagar eu chego lá. Tudo faz parte do novo processo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Vida e Obra de um Ninguém – Episódio 5


Eis aqui um episódio para relembrar os bons tempos de faculdade, onde o menos importante eram as aulas. Não tenho um bom “causo” para contar sobre esse capítulo específico por uma simples razão: ele é o primeiro totalmente inventado. Às vezes é preciso criar para adequar. Bonito isso, não? Vou deixá-lo com esse pensamento.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Homem-Aranha


Com o novo filme do amigão da vizinhança estreando nos cinemas, nada melhor que rememorar como tudo começou, com o primeiro longa do personagem, dirigido por Sam Raimi num já distante ano de 2002.

Fora isso, era o único filme do personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko que não possuía uma resenha delfiana. Esse problema foi solucionado e coube a mim a honrosa tarefa.

No elenco estão Tobey Maguire, Willem Dafoe, Kirsten Dunst, James Franco, Cliff Robertson, Rosemary Harris, J. K. Simmons, Elizabeth Banks, Ted Raimi e o mestre Bruce Campbell.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O que acontece com Ridley Scott?


O título do post é a pergunta que me veio à cabeça assim que saí da sessão de Prometheus umas duas semanas atrás. Porque esse Ridley Scott certamente não é o mesmo que dirigiu Alien – O Oitavo Passageiro e Blade Runner – O Caçador de Andróides, duas das melhores ficções científicas da história do cinema.

O Prometheus de Scott está muito mais próximo de um trabalho do diretor de Cruzada (leia aqui minha resenha no Delfos) e Robin Hood (o qual também resenhei, e você pode ler aqui), filmes tecnicamente impecáveis, mas totalmente desprovidos de alma. Completamente mornos. Se a comparação for só com alienígenas, então o filme está mais próximo, em termos de qualidade, da franquia Aliens vs. Predador do que da série Alien propriamente dita.

Esperava muito desse filme. Era a sua volta à ficção científica após 30 anos. Era o prelúdio de Alien, um dos meus filmes favoritos. Era a chance de Ridley, que nos últimos anos vinha patinando em produções sem punch, de pegada frouxa, de voltar às suas origens, recarregar as baterias e mostrar que ainda tinha lenha pra queimar. Pena que não conseguiu mostrar isso.

Muito se fala da trama do filme e seu paralelo com o mito de Prometeu como se isso o tornasse uma ótima história, mas eu pergunto, e daí? Isso (usar mitos e lendas antigas como fonte de inspiração) é tão batido quanto a famigerada jornada do herói. Funciona, óbvio, senão não seria usado, mas não é novidade nenhuma. Achei a trama simplesmente boba. Um meio para se chegar a um fim. Poderia facilmente ser substituída por qualquer outra coisa sem mudar em nada o resto do filme.

Mas ao menos ele poderia compensá-la matando todo mundo de medo claustrofóbico como havia feito no longa de 1979. Também não conseguiu. Tem alguns sustos baratos e as criaturas estão longe de serem tão icônicas quanto o alienígena original. Também é esquisito os momentos em que, por algum motivo, tenta chupar de O Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter, quando a própria mitologia da série Alien não pede por isso.

O pior mesmo é o tratamento dado ao space jockey, a criatura gigante e morta que tanto fascinou no primeiro filme (e isso sendo apenas parte do cenário) e aqui ganha papel de destaque. Acabou com toda a mística e magia da criatura. Para transformá-la no que virou, era melhor ter criado novos personagens. Em certos momentos, o personagem, e o longa por consequência, beira um Sexta-Feira 13 espacial. Abordagem pra lá de equivocada.

Quem carrega o filme nas costas e torna a experiência de assisti-lo ao menos suportável é Michael Fassbender (sempre ele). Seu andróide David é de dar arrepios sempre que está em cena com sua voz suave e seus modos educados. É, sem dúvida, a grande força da película, e quem desencadeia o desenvolvimento da trama, ainda que a atitude que toma para colocar tudo em movimento simplesmente não faça sentido.

Cenas como a do parto, que era para ser uma das sequências fortes do filme, em comparação com a cena do nascimento no filme original, só servem para mostrar como os anos foram cruéis em eliminar a visceralidade do diretor inglês, tornando tudo hermético e limpo, mesmo com sangue e gosma jorrando. Ainda assim o visual é clean, não causa choque nenhum, se tanto um leve desconforto.

Ridley Scott estagnou, e parece não saber o que fazer para sair dessa situação. O fato é que desde Gladiador (em 2000!) ele não fez mais nada digno de grande nota. O único filme seu recente que me surpreendeu positivamente e do qual gostei bastante foi Rede de Mentiras, de 2008. Talvez por ter (ou ao menos aparentar) uma escala menor que suas produções costumeiras. Por ter cara de obra menor dentro de sua filmografia, livrou-se do peso da responsabilidade. Pôde ser assistido e apreciado inteiramente sem o peso de tanta bagagem que o nome de seu diretor carrega.

Esse pode ser o caminho para ele se reinventar. Abandonar as grandes produções e se concentrar em filmes menores. Deixar grandes histórias, grandes cenários, exércitos de figurantes e efeitos especiais de ponta de lado e privilegiar um bom roteiro, um elenco enxuto e o básico de produção. Diminuir drasticamente a escala e, de fato, fazer um back to basics.

Se continuar como está, seria melhor então que se aposentasse de uma vez. Principalmente se ele realmente levar em frente a continuação de Blade Runner. Se ela seguir os moldes de Prometheus, certamente será tão decepcionante quanto. E certamente voltará a suscitar a mesma pergunta: o que acontece com Ridley Scott?

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vida e Obra de um Ninguém – Episódio 4


O episódio dessa semana foi inspirado pela exótica fauna de cachaceiros encontrada em botecos do interior. Tem de tudo: o bom ouvinte; o que só ouve pra filar uma rodada grátis; o brigão; o que se acha valente, mas afina quando a coisa aperta; o pedinte. Alguns entraram na história, outros ficaram de fora. Algumas situações são reais, outras inventadas (como é de praxe nessa série).

Me lembro que quando era pequeno, havia um pé de cana notório no bairro onde minha tia morava numa cidade do interior de São Paulo (eu sempre a visitava nas férias da escola). Daqueles de andar por aí tropeçando na própria sombra, conversando com homens invisíveis e caindo pelas sarjetas. Eu perguntava pra minha família qual era o problema dele, no que me respondiam: “ele bebe”. Em minha inocente cabeça de menino novo, pensava: se a bebida faz isso, por que o desgraçado continua a beber? Alcoolismo e beber recreativamente eram conceitos alienígenas para aquele tenro garoto.

O sujeito era conhecido por um apelido distinto, o qual não consigo me lembrar de jeito nenhum. Isso faz tempo pra caramba (eras, poderia se dizer) e, a essa altura, se o figura continuou na mesma toada, já deve ter empacotado há tempos. Taí, vou perguntar pra minha tia.

Seja como for, esse episódio é em homenagem a esse célebre pinguço. Saúde. E não esqueça o do santo!